Ao final de três dias de palestras estimulantes e apresentações de pôsteres, o II Simpósio Internacional de Neurociências de Natal termina com grande êxito.

Foram 28 palestras proferidas por pesquisadores renomados de diversas partes do mundo e do Brasil. Esses neurocientistas falaram sobre seus mais recentes trabalhos e projetos. Os temas abordaram as diferentes áreas de estudo do cérebro: neurociência molecular, bioquímica cerebral, neuropsiquiatria, psicologia do comportamento, neuroengenharia, robótica e neurociência computacional.

No primeiro dia, Mriganka Sur, neurocientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), falou de seu trabalho sobre o desenvolvimento do sistema visual dos primatas. Sua tese baseia-se na premissa de que a visão natural envolve julgamentos baseados num modelo interno do mundo visual. Portanto, sua suposição é que o percurso do olhar é guiado por uma percepção prévia da realidade óptica. Na prática, alguns experimentos validaram sua hipótese: quando estimulados, macacos responderam positivamente e apresentaram uma significativa melhora da discriminação da orientação.

A seguir, Michael M.Merzenich, professor de neurociência da Universidade da Califórnia, em São Francisco, mostrou estudos que corroboram a idéia de que o método behaviorista de estímulo cerebral pode fornecer a chave para a melhoria (ou mesmo para a cura) de três condições/vivências humanas: dislexia ou outros distúrbios de aquisição de linguagem; problemas relacionados ao envelhecimento normal ou patológico e finalmente, esquizofrenia ou outras patologias mentais .

No dia seguinte, Henry Markram, da Escola Federal Politécnica de Lausanne, na Suíça, iniciou as palestras descrevendo seu projeto Blue Brain (Cérebro Azul) e afirmou que ele é tão importante para a neurociência quanto o projeto Genoma é para a engenharia genética. Sua expectativa é de que até 2015 seja possível criar um protótipo eletrofisiológico completo do cérebro.

Membros da Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP) e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), Koichi Sameshima, Cláudio Mello e Sidarta Ribeiro participaram do último dia do simpósio descrevendo seus achados científicos.

No total, mais de 300 pôsteres foram apresentados por neurocientistas e estudantes brasileiros, o que também contribuiu muito para o sucesso do evento. Alunos de graduação, pós-graduação e professores tiveram a oportunidade de discutir e trocar idéias sobre as novas possibilidades da neurociência moderna. As atividades sociais e confraternizações não deixaram a desejar durante o II Simpósio Internacional de Neurociência: a Orquestra Talento Petrobrás celebrou a abertura do evento e a inauguração das novas unidades do IINN-ELS, e a banda Kassava foi responsável pelo encerramento.

Participantes aplaudem a divertida e emocionante apresentação da Orquestra Talento Petrobrás, em cerimônia de inauguração das novas unidades do IINN-ELS e abertura oficial do II Simpósio. “Salão Bossa Nova”, Hotel Serhs, Natal, 23/02/2007.

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